| Veredas Eliane Couto Triska As sobras dos dias do sertão, Farelos de pó que ressequidos, Nos bicos dos pássaros fugidos, Enchem de mágoas a estação! A cabeça queima e eu tonteio! Mais o assombro é onde eu me afundo, No calor do sol, um moribundo Que ainda não soube por que veio. Até a miséria tem sua cama De terra batida e chão queimado. Mas lá , muito lá, o corcovado Cristo ao relento não reclama. Eu reclamo, sim! De tudo eu choro! Da vida, solidão e de saudade. Se conto e reconto a minha idade, Procuro um lugar... Aonde eu moro? Fome! Ah, infame estátua fria Se te agarro dóis na minha mão! De uma dor se mata um coração. De quantas perpetua-se a agonia? Me falto... Vou de adeus a revoada. Pois em baixo já não sinto os pés. Oh! Senhor, me dizes quem tu és? Calou. Onde estou? Me digas! Nada! Isa Slides 29 Julho 2010 Música: The Path to Decay ou no Vídeo abaixo ou Stat by Bella Will Image by Internet Do not rip apart please! |
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